Interview with Nightwish 131

Source: Nightwish Portugal Fansite

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Tuomas Holopainen (2002) - Site Firerock



Nesta entrevista com Tuomas Holopainen, tecladista e fundador do NIGTHWISH, ele nos conta sobre a polêmica criada sobre a suposta saída de Tarja da banda, sobre os planos para o período de férias que NIGHTWISH vai ter no próximo ano e também sobre tudo o que envolveu o processo de composição do mais recente álbum, "Century Child". Confira.

Falando sobre o mais recente trabalho do NIGHTWISH, "Century Child", poderíamos dizer que vocês optaram por fazer um som um pouco mais progressivo?
Bem eu não tinha pensado ainda sobre isso, mas acho que sim, já que há sempre algo novo em cada álbum. Mas eu ainda não pretendo mudar o estilo que nós desenvolvemos porque eu acho que agora este conceito é realmente bom do jeito que está, mas a cada álbum eu quero experimentar um pouco mais., em "Century Child" nós fizemos experimentos com os estilos vocais, nós colocamos vocais masculinos e também usamos uma orquestra e um coro de vozes reais pela primeira vez.

Na minha opinião, o novo cd tem músicas um pouco mais técnicas. Isso foi proposital?
Sim, eu acho que desta vez, nós deixamos de fora alguns dos elementos tradicionais de power metal que você ainda ouvia anteriormente em "Wishmaster". Você sabe o que eu quero dizer, não há, por exemplo, aquela bateria tipo "Helloween" e coisas assim. A música é realmente mais "cinemática", mais visual, eu tiro muita inspiração de filmes e trilhas sonoras e eu acho que as pessoas podem perceber estas influências em nosso som.

E ele pode ser considerado um álbum conceitual?
Eu não consideraria "Century Child" um álbum conceitual, mas há um tema comum pertencendo a quase todas as canções. Eu classificaria "Century Child" como um álbum temático, mais não conceitual. Quando eu escrevi as canções, todas as músicas foram elaboradas de forma individual, mas depois de prontas, eu percebi que quase todas elas estavam tratando da mesma coisa que é o tema da inocência, da infância e especialmente a inocência perdida neste mundo.

Por que você acha que as pessoas estão perdendo sua inocência?
Eu acho que a abordagem do tema "inocência perdida" começou como um auto-retrato. Ano passado foi muito duro para mim e para a banda, mas especialmente para mim no lado pessoal, assim eu comecei pensando em coisas como em que tipo de pessoa eu havia me tornado ao longo dos anos, no que eu queria ser, e assim por diante.
Então eu notei que a verdadeira inocência que eu tive, ou que qualquer pessoa teve, quando nós éramos as crianças, já foi embora e isto é muito triste, já que a infância geralmente é o melhor momento de nossa vida, no qual não temos que nos preocupar com os problemas maiores do mundo.
Eu realmente quis modificar algo em mim com este álbum, digo isso em uma das canções, "Ocean Soul", que diz "Por Minha Música eu Quero Me tornar Algo Bonito uma vez mais". O processo de composição de "Century Child" para mim foi como uma terapia, coloquei todos esses sentimentos no papel em forma de música e agora quando eu ouço o CD, eu me sinto um pouco mais aliviado. Acho até mesmo que eu sou agora uma pessoa um pouco melhor.

Houve alguns rumores ultimamente sobre a saída de Tarja da banda. Gostaria que você me contasse o que aconteceu realmente.
Eu realmente não posso entender a reação da mídia e dos fãs para com isto. Todo o mundo está realmente amedrontado sobre o que está acontecendo com a banda porque no ano passado nós perdemos nosso baixista e nós mudamos a agência que nos empresariava e agora nós anunciamos que nós vamos dar um tempo de um ano. A coisa é que nós vamos dar um intervalo durante o ano 2003, mas nós possivelmente ainda iremos fazer alguns festivais na Europa no ano de 2003.
Esta pausa basicamente significa que não vai haver álbum novo em 2003 e que nós não iremos excursionar, mas a banda definitivamente não está se separando e eu já estou escrevendo músicas novas. Nós regressaremos no ano 2004. É justo uma pausa normal para descansarmos um pouco, não?

Após essa pausa, Tarja permanecerá no line up da banda?
Sim, absolutamente.

E antes do fim do ano vocês ainda pretendem fazer outra excursão ou alguns pequenos shows?
Isso seria impossível porque a Tarja já está estudando na Alemanha e a escola dela é extremamente rígida. Assim não há nenhum modo de nós fazermos qualquer excursão. A única chance que nós temos é de fazer alguns pequenos shows nos finais de semana antes do Natal. Isso já seria muito.

O quê você pretende fazer durante esse tempo. Você ficará longe da música?
Não, definitivamente não. Nós todos vamos continuar perto da música. Nós temos alguns projetos e também participações em gravações de outras bandas. Eu, por exemplo, toco teclados em outra banda de metal finlandesa e tenho ainda mais alguns projetos para esse período. Passarei este tempo bem ocupado.

O baixista Sami Vänskä deixou a banda no ano passado. O que ocorreu?
Em primeiro lugar quero esclarecer que foi uma decisão mútua. A motivação dele para com a banda realmente não era boa o bastante. Nós notamos isso e falamos com ele, já que o NIGHTWISH nunca foi o que realmente ele queria fazer. Assim todos nós concordamos que seria melhor para a banda e para ele se nós mudássemos. Não houve nenhuma briga ou algo assim. No lugar dele entrou o Marco Hietala, (SYNERGY e TAROT).

Quais foram os elementos novos que Marco Hietala trouxe à banda?
Quando eu comecei procurando um baixista novo eu queria alguém que pudesse cantar também. Eu já sabia que utilizaríamos vocais masculinos no álbum novo achei que nós poderíamos adquirir dois pelo preço de um.
Por isso escolhi o Marco, porque ele faz ambos perfeitamente bem e, de certo modo, ele renovou o estado de espírito da banda. Todo o mundo está se sentindo melhor agora. Ele é mais velho e toca o baixo há 20 anos e já passou por muitas coisas. Ele é uma pessoa realmente muito calma e amável e é como uma figura paterna para nós.

Quando você está compondo, o que você tem em mente: você ou os fãs?
Eu terei que ser egoísta aqui, pois a verdade é que eu só penso em mim. Eu tento me fechar e deixar fora de minha cabeça os fãs e a mídia para só assim eu poder fazer o que eu quero exatamente.
Pode ser duro dizer que eu não me preocupo com os fãs, pois é claro que eu penso neles, mas eu também tento manter isto fora de mim o máximo possível quando componho minhas músicas.

Qual a sua maior preocupação quando você está lançando um álbum novo?
Meu maior medo é quando eu pego a versão final do cd, antes de sair nas lojas, e vou para casa ouvi-lo. Eu nunca fico satisfeito comigo e esse é o momento de maior medo que eu tenho.
Tenho isso porque normalmente trabalho como um louco por um ano para as escrever as canções e depois mais seis meses para as gravações e o resto, logo, se eu não ficar satisfeito, é um desperdício de um ano e um meio de trabalho duro.

Se isso acontece e você não fica satisfeito com algo no álbum, vocês lançam ele assim mesmo ou refazem as coisas que não agradaram?
Depende do tamanho desta insatisfação. Você sabe que eu nunca estou 100% satisfeito com qualquer um de nossos álbuns e eu não acho que seja possível eu ficar um dia, mas se eu sinto que aquele álbum é o melhor que eu posso fazer neste momento, então eu lanço o álbum no mercado. Mas se o resultado não foi nada do que eu esperava, então eu refaço tudo.

 

* Entrevista em Português do Brasil, créditos mencionados na secção "créditos" deste site.


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